Please log in or register to do it.

Lenços, broches, braceletes e peças marcantes deixam de ser apenas complemento e passam a assumir função estratégica na construção da imagem pessoal

O mercado de acessórios vive um novo momento dentro da moda global. Mais do que acompanhar tendências passageiras, as peças passaram a ocupar um papel estratégico na construção da imagem pessoal e no comportamento de consumo, especialmente durante o outono inverno 2026.

Segundo relatório da consultoria global Grand View Research, o mercado mundial de acessórios de moda deve ultrapassar US$ 1 trilhão até 2030, impulsionado principalmente pela busca dos consumidores por personalização, versatilidade e maior durabilidade no guarda-roupa. Já dados da WGSN, plataforma internacional de previsão de tendências, apontam que os consumidores estão investindo cada vez mais em peças capazes de transformar produções básicas sem a necessidade de renovar completamente o closet a cada estação.

Esse movimento aparece com força no outono 2026.

Lenços, broches, braceletes, colares robustos e brincos marcantes deixam de ser apenas detalhes estéticos e passam a ocupar o protagonismo dos looks, especialmente em uma temporada marcada por sobreposições, tricôs, alfaiataria e tons mais sóbrios.

Segundo Paula Barone, proprietária da Stella B e consultora de imagem, o comportamento do consumidor mudou nos últimos anos e hoje os acessórios cumprem um papel muito mais inteligente dentro da moda.

“As pessoas estão buscando mais personalidade e versatilidade na forma de se vestir. O acessório consegue transformar completamente uma produção sem exigir uma troca inteira de guarda-roupa. Isso faz muito sentido dentro do comportamento atual de consumo”, afirma.

Os lenços aparecem entre os acessórios mais fortes da temporada, agora com uma função dupla: estética e funcional. Além de trazerem informação de moda, também ajudam a aquecer nos dias mais frescos. As amarrações mais fechadas no pescoço e sobre os ombros aparecem em combinações com tricôs leves, blazers e camisas.

“Os lenços ganham força porque conseguem trazer sofisticação imediata para o visual. Mesmo um look muito básico muda completamente dependendo da forma como ele é usado”, explica Paula.

Outro destaque importante são os broches, que retornam como ferramenta de styling e personalização. Além de aplicados em casacos, jaquetas e blazers, eles também aparecem criando novas possibilidades de uso para lenços, camisas e pashminas.

Segundo a plataforma Pinterest Predicts 2026, buscas relacionadas a “styling personalizado”, “broches vintage” e “acessórios statement” cresceram globalmente nos últimos meses, reforçando o retorno de uma moda mais autoral e menos padronizada.

“O broche voltou porque ele permite criatividade. Ele consegue transformar uma peça clássica em algo muito mais moderno e interessante visualmente”, comenta Paula Barone.

A temporada também derruba um antigo mito da moda de inverno: o de que golas altas impedem o uso de acessórios. Pelo contrário.

Colares longos, correntes mais grossas e peças com pedras naturais aparecem justamente sobre tricôs e golas fechadas para criar contraste, textura e pontos de luz em produções tradicionalmente mais neutras.

As pedras naturais e tons profundos também aparecem entre os destaques do outono inverno 2026. Tons como vinho, âmbar, verde-musgo, marrom e dourado envelhecido acompanham a cartela da estação e ajudam a trazer sofisticação para os acessórios.

Outro styling que ganha força é o uso de braceletes sobre mangas longas, tricôs e blazers. A proposta, bastante presente nas passarelas internacionais, reforça uma tendência importante da temporada: os acessórios assumindo o protagonismo da composição.

“Hoje os acessórios têm função estratégica dentro da imagem pessoal. Eles ajudam a comunicar estilo, personalidade e autenticidade de forma muito mais forte do que apenas seguir tendências”, finaliza Paula Barone.

Especialista em inovação jurídica, Sávio Andrade faz palestra em Salvador
Canais de compra de Vale Transporte em São Paulo cobram tarifas até 27% mais caras para empresas, aponta levantamento

Your email address will not be published. Required fields are marked *