A diverticulite, inflamação dos divertículos, pequenas bolsas que se formam no intestino grosso, é uma doença comum, principalmente considerando o envelhecimento da população e as mudanças nos hábitos alimentares. O conhecimento adequado sobre a doença e o diagnóstico precoce são fundamentais na busca de evitar complicações e garantir tratamentos mais simples e eficazes.
Segundo o coloproctologista Íthalo Rodrigo, a diverticulite deixou de ser vista apenas como um problema associado à idade avançada. Hoje sabemos que fatores como sedentarismo e alimentação pobre em fibras favorece a incidência em adultos mais jovens.
A maior parte dos casos pode ser controlada sem cirurgia. O surgimento de sintomas como dor abdominal, febre e alterações no hábito intestinal deve motivar a procura por atendimento antes que ocorram problemas mais graves, como abscessos, perfurações e infecções severas. Com isso, aumenta-se a chance de utilizar terapias conservadoras, que incluem antibióticos, repouso intestinal e acompanhamento clínico.
Nos últimos anos, o tratamento da diverticulite evoluiu, incorporando mais indicações para a cirurgia minimamente invasiva, embora a abordagem tradicional ainda permaneça bem prevalente nas urgências. Porém, a necessidade de cirurgia recai para a minoria dos casos.
A prevenção continua sendo o principal aliado contra a doença. Medidas como alimentação rica em fibras, ingestão adequada de água, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico reduzem significativamente o risco de crises, especialmente para pessoas que já possuem divertículos ou histórico familiar.
Para Íthalo Rodrigo, o maior desafio atual está no acompanhamento a longo prazo: muitos pacientes melhoram após a primeira crise e acabam abandonando o acompanhamento. Mas o monitoramento contínuo é essencial, pois a confirmação do diagnóstico requer a realização de uma colonoscopia durante o seguimento dos pacientes. Esse seguimento afastará outros diagnósticos confundidores, como é o caso do câncer de intestino, e buscará reduzir recidivas e orientar ajustes na dieta e no estilo de vida.
