O Janeiro Branco, campanha nacional dedicada à conscientização sobre saúde mental, amplia o debate sobre a importância do diagnóstico clínico preciso e da construção de estratégias individualizadas de cuidado, trazendo à tona também o papel do cirurgião-dentista dentro de uma visão integrada de saúde. Em um país onde cerca de 30% da população pode desenvolver algum transtorno mental ao longo da vida, segundo dados amplamente difundidos por entidades de saúde, a atuação clínica atenta e multidisciplinar torna-se fundamental para promover bem-estar, previsibilidade terapêutica e qualidade de vida.
Na odontologia, o impacto da saúde emocional é cada vez mais evidente. Quadros de ansiedade, estresse crônico e depressão estão diretamente relacionados a condições como bruxismo, disfunções temporomandibulares (DTM), dores orofaciais, desgaste dental e até dificuldades no tratamento odontológico convencional.
Nesse cenário, o diagnóstico clínico criterioso realizado pelo cirurgião-dentista vai além da cavidade bucal, exigindo uma escuta qualificada e uma avaliação individualizada do paciente como um todo.
Para a cirurgiã-dentista Dra. Larissa Michaelis, o Janeiro Branco reforça a responsabilidade do dentista como profissional de saúde integral. “O diagnóstico clínico é o ponto de partida para qualquer tratamento com previsibilidade. Na odontologia, quando entendemos o contexto emocional, os hábitos e o histórico do paciente, conseguimos traçar estratégias muito mais assertivas, evitando abordagens genéricas e aumentando a eficácia do tratamento”, explica.
Segundo ela, a individualização permite antecipar riscos, ajustar condutas e oferecer ao paciente mais segurança e clareza sobre os resultados esperados.
A previsibilidade clínica, cada vez mais valorizada na odontologia moderna, está diretamente ligada à qualidade do diagnóstico. Avaliações detalhadas possibilitam identificar fatores emocionais que influenciam dores, tensões musculares e comportamentos parafuncionais, favorecendo planos de tratamento mais completos e integrados, muitas vezes em conjunto com outros profissionais da saúde.
“Quando o diagnóstico é bem feito, o paciente se sente acolhido e confiante. Isso impacta diretamente na adesão ao tratamento e nos resultados a longo prazo”, destaca Dra. Larissa Michaelis.
Ao longo do Janeiro Branco, o debate sobre saúde mental reforça que o consultório odontológico também é um espaço de cuidado emocional. Ao reconhecer sinais de sofrimento psíquico e adotar uma postura clínica mais humanizada e individualizada, o cirurgião-dentista contribui não apenas para a saúde bucal, mas para o equilíbrio físico e emocional do paciente, alinhando-se a uma odontologia cada vez mais preventiva, integrada e centrada na pessoa.
